quinta-feira, 27 de setembro de 2012


  - Por que você sumiu?
 - Porque eu gostei de você.

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Registro

"Só queria dizer que eu posso ir embora. Sei que dizer isso é tão clichê como dizer que eu nunca vou te esquecer, mas sabe, sei lá, não existe outra maneira de fazer você entender que eu posso me cansar e nunca mais voltar. Então só tenta não complicar as coisas, tá legal? Só tenta ser um cara legal e me ouvir quando eu precisar, porque sinceramente, se um dia eu deixar de te procurar ou simplesmente não me importar mais em saber aonde você está, não reclama, não chora e não faz pirraça. Porque eu tô avisando que eu posso ir embora, tô avisando que eu não vou ficar pra sempre aqui. Então por favor, por favor mesmo, seja a porra de um cara maduro e não me deixa ir embora."

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Uma vida, um herói, a saudade


Era um dia como o de hoje, assim, com pouca luz solar, alguns carros passando na minha rua silenciosa e pouco movimenta. Eu chorava lágrimas doloridas e carregadas de uma saudade recém chegada. Ao anoitecer, fui para o meu quarto escolher a roupa. Uma calça preta e a primeira camiseta preta que encontrei. Nunca pensei que fosse escolher as roupas de um velório, o velório de meu próprio pai.
Eu já havia passado horas chorando, consolando minha mãe, meus irmãos, recebendo abraços de parentes que em minha casa estavam. Liguei para as minhas melhores amigas e ao velório elas foram.
Pensei que já havia chorado o suficiente, que minhas lágrimas já haviam secado e então a porta se abriu e elas jorraram pelo meu rosto ainda vermelho de dor. Neste momento eu não queria que ninguém me notasse, porém os soluços surgiram contra minha vontade, fazendo minhas pernas tremerem, pensei que não iria aguentar. Alguém, não lembro quem, me abraçou e me arrastou para perto do caixão. Posso dizer que essa foi a pior imagem que já vira. O corpo, o meu pai, ali, completamente imóvel, pálido, frio, totalmente sem vida. Me senti tão ridícula, tão incompetente, tão impotente, eu não poderia fazer absolutamente nada para ter ele de volta ao meu lado. 
A perda é tão triste, tão injusta. Sempre soube que meu pai um dia me deixaria, assim como todos que aqui estão, porém, aquilo foi tão horrível, era como um pesadelo interminável, um sofrimento indescritível.
Hoje sei que meu pai está em paz, descansando em algum lugar. E eu sofri, ainda sofro com sua ausência. Minha vida está melhor, a dor está anestesiada, a saudade sei que será eterna, assim como meu orgulho por aquele homem que tanto me amou. Minha família... ah, ela está cicatrizada. Como ele mesmo dizia "a única certeza da vida, é a morte."
Queria poder lhe dizer tantas coisas, porém, nem mil palavras mais sinceras vão poder dizer o que eu sinto.

                                                                  O peso das palavras, 
condiz com o peso da morte que dói a alma.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Flashes da noite

Enfim, setembro...






























E ainda bem que no meio dessa loucura toda, eu encontrei vocês que me sorriem, me alegram e me alimentam de vida.